Databricks vs Snowflake: diferenças e como escolher a arquitetura de dados ideal para sua empresa

22 de outubro de 2026

Entenda como as duas plataformas trabalham com engenharia de dados, analytics, governança e inteligência artificial, e quais critérios considerar antes de investir em uma arquitetura de dados.




A escolha de uma plataforma de dados influencia diretamente como uma empresa organiza suas informações, desenvolve soluções analíticas, controla custos e prepara sua estrutura tecnológica para novas demandas de negócio.


Nesse cenário, Databricks e Snowflake aparecem frequentemente entre as alternativas avaliadas por organizações que precisam modernizar seus ambientes de dados. Ambas oferecem recursos para processamento, análise, governança e inteligência artificial, mas possuem características arquiteturais e abordagens de desenvolvimento que merecem atenção.


A comparação entre Databricks e Snowflake envolve muito mais do que funcionalidades disponíveis em cada plataforma. Uma organização que pretende modernizar seu data warehouse tem prioridades diferentes de outra que precisa integrar dados de múltiplas fontes, processar eventos em tempo real ou desenvolver aplicações de machine learning e IA generativa.


Entender essas diferenças ajuda a construir uma arquitetura coerente com os requisitos técnicos, o investimento disponível e os objetivos de crescimento da empresa.


O que é Databricks?

O Databricks é uma plataforma unificada de dados estruturados e inteligência artificial baseada na arquitetura Lakehouse, que combina características de data lakes e data warehouses em um mesmo ambiente.


Sua proposta é permitir que diferentes equipes trabalhem sobre uma base de dados compartilhada, atendendo a atividades como ingestão, transformação, análise SQL, Business Intelligence (BI), machine learning e desenvolvimento de aplicações de IA.


A plataforma utiliza tecnologias como Apache Spark e Delta Lake para processamento e gerenciamento dos dados. O Delta Lake adiciona recursos como transações ACID, controle de esquema e versionamento sobre arquivos armazenados em ambientes de nuvem.


O Databricks também reúne componentes específicos para diferentes etapas do ciclo de vida dos dados:


  • Lakeflow: desenvolvimento e orquestração de pipelines de dados.
  • Databricks SQL: execução de consultas analíticas e atendimento a ferramentas de BI.
  • AI/BI e Genie: dashboards e consultas em linguagem natural sobre dados governados.
  • Unity Catalog: governança centralizada de ativos de dados e IA, incluindo permissões, descoberta e rastreabilidade.
  • MLflow: acompanhamento de experimentos e gerenciamento do ciclo de vida de modelos.
  • Mosaic AI e Agent Bricks: recursos para desenvolvimento, avaliação e operacionalização de modelos e agentes de inteligência artificial.
  • Lakebase: banco de dados transacional, baseado em Postgres, integrado ao Lakehouse para aplicações operacionais.


Essa abordagem permite estruturar projetos que começam na engenharia de dados e evoluem para aplicações analíticas e de IA, considerando uma arquitetura integrada.


O que é Snowflake?

O Snowflake é uma plataforma de dados desenvolvida nativamente para a nuvem, cuja arquitetura separa os recursos de armazenamento e processamento.


Um de seus principais componentes é o Virtual Warehouse, responsável por disponibilizar capacidade computacional para executar consultas e outras operações. Diferentes warehouses podem atender cargas de trabalho distintas, permitindo dimensionar recursos de acordo com as necessidades de cada operação.


O Snowflake possui uma trajetória fortemente associada ao data warehousing e ao processamento analítico baseado em SQL. Entretanto, suas capacidades atuais também abrangem engenharia de dados, processamento de dados semiestruturados, desenvolvimento com Python, machine learning e IA generativa.


Entre os recursos da plataforma estão:


  • Virtual Warehouses: recursos computacionais para processamento de consultas e outras operações.
  • Snowpark: desenvolvimento e processamento de dados utilizando linguagens como Python, Java e Scala.
  • Snowpipe, Snowpipe Streaming e Openflow: ingestão de dados em lote, em streaming e a partir de diferentes fontes.
  • Dynamic Tables: definição de transformações com atualização automatizada.
  • Snowflake Cortex: conjunto de funcionalidades de IA, incluindo funções com modelos de linguagem, o Cortex Analyst e o Snowflake Intelligence, para consultas em linguagem natural.
  • Streamlit: desenvolvimento de aplicações de dados dentro da própria plataforma.
  • Horizon Catalog: recursos de descoberta, segurança e governança de dados.


Portanto, caracterizar o Snowflake exclusivamente como um banco de dados SQL seria uma simplificação. A plataforma ampliou seu escopo e hoje atende diferentes etapas do ciclo de vida dos dados.


Databricks vs Snowflake: quais são as principais diferenças?

Embora exista uma sobreposição crescente entre suas funcionalidades, as duas plataformas apresentam abordagens arquiteturais distintas.


Essa diferença influencia a maneira como os dados são armazenados, como as equipes desenvolvem suas soluções e quais componentes precisam ser considerados durante a implementação.


1. Arquitetura e armazenamento dos dados

O Databricks utiliza a arquitetura Lakehouse, permitindo combinar armazenamento em nuvem com recursos de processamento, governança e análise.


Nesse modelo, os dados são mantidos em formatos abertos, como Parquet, com o Delta Lake fornecendo funcionalidades adicionais de gerenciamento transacional. Isso permite que diferentes cargas de trabalho usem os mesmos conjuntos de dados sem exigir arquiteturas de armazenamento separadas para engenharia, BI e machine learning.


O Snowflake utiliza uma arquitetura que separa armazenamento, computação e serviços de nuvem. Em suas tabelas nativas, a plataforma gerencia internamente a organização física dos dados, utilizando um formato colunar otimizado e micropartições.


O Snowflake também oferece suporte a tabelas Apache Iceberg, gerenciadas pela própria plataforma ou por catálogos externos, com os dados armazenados na conta de nuvem do cliente.


O que considerar na escolha?


Empresas que pretendem construir uma arquitetura Lakehouse sobre armazenamento em nuvem, integrando processamento distribuído e diferentes workloads, encontram no Databricks uma abordagem alinhada a esse modelo.


Já organizações que desejam uma experiência amplamente gerenciada de armazenamento e processamento analítico encontram no Snowflake uma alternativa natural.



A decisão deve considerar também o ambiente existente, as integrações necessárias e o nível de controle que a equipe precisa exercer sobre os dados.



Figura 1. Comparação conceitual entre as arquiteturas Databricks e Snowflake, considerando suas abordagens de governança, processamento e armazenamento. Elaboração: Five Acts, com base nas documentações oficiais dos fabricantes.

2. Engenharia de dados e processamento

A engenharia de dados envolve integrar informações de diferentes sistemas, realizar transformações, controlar a qualidade e disponibilizar conjuntos de dados confiáveis para consumo.


No Databricks, o Apache Spark e os recursos de Lakeflow permitem desenvolver pipelines que trabalham com grandes volumes de dados, incluindo processamento em lote (batch) e streaming.


É possível combinar SQL, Python e PySpark para implementar regras de transformação, integrar diferentes fontes e estruturar arquiteturas como a Medallion, que organiza os dados em camadas Bronze, Silver e Gold.


O Snowflake também disponibiliza recursos para ingestão e transformação. Snowpipe, Streams, Tasks, Dynamic Tables e Snowpark permitem desenvolver pipelines e automatizar diferentes etapas do processamento.


A principal distinção está na experiência de desenvolvimento e na forma como essas capacidades se relacionam com a arquitetura adotada.


Exemplo prático: imagine uma indústria que precisa integrar informações de produção, logística, vendas e equipamentos conectados.


Se o projeto envolver grandes volumes de eventos, processamento distribuído, dados de diferentes formatos e modelos preditivos, a capacidade de atender todas essas etapas em uma mesma arquitetura passa a ser o critério central.


Se o objetivo principal for consolidar informações corporativas e manter transformações analíticas fortemente baseadas em SQL, a simplicidade operacional e o desempenho em consultas concorrentes tendem a pesar mais.


O volume de dados, a frequência de atualização, a complexidade das transformações e as competências da equipe influenciam diretamente a escolha.


O que considerar na escolha?


O Databricks tende a se destacar em pipelines com grandes volumes, streaming, dados semiestruturados e não estruturados, e em equipes fortes em Python e Spark. O Snowflake tende a oferecer um caminho mais direto quando as transformações são predominantemente em SQL e a equipe prefere uma operação gerenciada, com menos parâmetros de infraestrutura para administrar.


3. Business Intelligence e análise de dados

Databricks e Snowflake permitem disponibilizar dados para dashboards, relatórios e análises corporativas.


O Databricks oferece o Databricks SQL, com SQL warehouses para consultas analíticas sobre o Lakehouse, além de AI/BI Dashboards e do Genie, que permite consultas em linguagem natural. A plataforma também se integra a ferramentas externas de visualização, como Tableau e Power BI.


O Snowflake utiliza seus Virtual Warehouses para processar consultas e atender diferentes cargas analíticas. Sua arquitetura permite configurar recursos computacionais independentes para diferentes grupos ou aplicações, reduzindo a competição direta por capacidade de processamento entre esses ambientes.


Ao comparar as plataformas para BI, é importante avaliar aspectos como:


  • Quantidade de usuários simultâneos;
  • Complexidade das consultas SQL;
  • Volume de dados consultados;
  • Frequência de atualização das informações;
  • Integração com ferramentas analíticas existentes;
  • Necessidade de compartilhar os mesmos dados com projetos de engenharia e IA.


O desempenho deve ser medido com consultas e volumes representativos do ambiente da empresa. Resultados obtidos em benchmarks genéricos não substituem testes com cargas de trabalho reais.


O que considerar na escolha?


Para BI tradicional com muitos usuários simultâneos e equipes centradas em SQL, o Snowflake tem histórico consolidado e um modelo de isolamento de cargas simples de operar. O Databricks ganha força quando os mesmos dados alimentam BI, engenharia e IA, e quando a empresa quer usar AI/BI Dashboards e Genie sobre a mesma camada governada.


4. Governança, segurança e controle de acesso

Uma arquitetura de dados corporativa precisa garantir que as informações estejam acessíveis às pessoas certas, com regras claras de utilização e rastreabilidade.


No Databricks, o Unity Catalog centraliza a governança de ativos de dados e IA. Por meio dele, é possível organizar objetos, estabelecer permissões, acompanhar a linhagem dos dados e aplicar políticas de acesso.


O Snowflake também possui mecanismos de segurança e governança, incluindo controle de acesso baseado em papéis, políticas de proteção de dados e funcionalidades reunidas no Horizon Catalog.


Na prática, a escolha exige verificar como cada solução atende aos requisitos da organização, especialmente em ambientes com diferentes áreas de negócio, dados sensíveis e obrigações regulatórias.


Também é necessário avaliar a integração com os mecanismos de identidade corporativa, a segregação entre ambientes de desenvolvimento e produção e os processos de auditoria.


A existência de recursos nativos de governança não elimina a necessidade de definir responsabilidades, políticas e processos internos. Uma plataforma bem implementada depende tanto de decisões arquiteturais quanto de um modelo operacional consistente.


O que considerar na escolha?


As duas plataformas atendem a requisitos corporativos de governança. A diferença prática está no escopo: o Unity Catalog governa, em um mesmo catálogo, tabelas, arquivos, modelos e outros ativos de IA, inclusive em formatos abertos; o Horizon Catalog concentra a governança no ecossistema Snowflake, com controles maduros para dados tabulares e compartilhamento. Em arquiteturas com múltiplos motores de processamento, vale verificar como cada catálogo interopera com ferramentas externas.


5. Machine learning e inteligência artificial

A capacidade de desenvolver soluções de IA tornou-se um critério relevante na escolha de plataformas de dados.


No Databricks, o desenvolvimento de modelos pode ocorrer de forma integrada à arquitetura Lakehouse. A plataforma oferece recursos para preparação dos dados, experimentação, treinamento, gerenciamento de modelos e disponibilização de aplicações.


O MLflow desempenha um papel importante nesse processo, permitindo acompanhar experimentos e apoiar a gestão do ciclo de vida dos modelos. Já os recursos de Mosaic AI e o Agent Bricks ampliam as possibilidades de desenvolvimento de aplicações e agentes com IA generativa.


O Snowflake também oferece funcionalidades de IA e machine learning. O Snowflake Cortex reúne recursos para trabalhar com modelos de linguagem e aplicações inteligentes, enquanto o Snowflake ML oferece capacidades para desenvolvimento de modelos sobre os dados da plataforma.


Portanto, não se trata de comparar uma plataforma que possui IA com outra que não possui.


A avaliação precisa considerar a natureza dos projetos.


Uma empresa interessada em construir pipelines complexos de preparação de dados, treinar modelos personalizados, gerenciar experimentos e operacionalizar diferentes workloads de IA deverá analisar como cada ambiente suporta esse ciclo completo.


Já uma organização que pretende incorporar funcionalidades de IA a processos analíticos existentes poderá priorizar outros aspectos, como facilidade de integração, recursos gerenciados, governança e custo operacional.


O que considerar na escolha?



O Databricks tende a se destacar no ciclo completo de machine learning e de agentes customizados, do treinamento à avaliação e ao monitoramento. O Snowflake oferece um caminho mais direto para aplicar IA generativa sobre dados que já estão na plataforma, com funções gerenciadas e pouca engenharia adicional.



Figura 2. Exemplos de recursos do Databricks e do Snowflake aplicados às diferentes etapas do ciclo de vida de um projeto de inteligência artificial. Elaboração: Five Acts, com base nas documentações oficiais das plataformas.

6. Custos e escalabilidade: como comparar Databricks e Snowflake?

O custo costuma ter grande influência na decisão, mas comparar somente os preços divulgados pelos fornecedores não representa necessariamente o investimento real de uma arquitetura.


No Databricks, a composição dos custos depende do tipo de computação utilizado (jobs, SQL, uso interativo ou serverless), medido em DBUs, além da infraestrutura de nuvem e de serviços específicos.


No Snowflake, o processamento consome créditos, e a fatura inclui ainda armazenamento, transferência de dados e serviços de nuvem.

Em ambos os casos, uma arquitetura mal dimensionada pode gerar despesas desnecessárias.


Para realizar uma comparação consistente, é importante projetar o custo total de operação considerando ingestão, transformação, armazenamento, consultas, concorrência de usuários, workloads de IA e movimentação de dados.


Também devem entrar nessa análise o esforço de implementação, a manutenção, o monitoramento e a capacitação das equipes.


Exemplo: uma plataforma pode apresentar um custo competitivo para consultas analíticas recorrentes, mas exigir uma composição diferente de serviços para atender um projeto que também envolve streaming, engenharia de dados e treinamento de modelos.


O cenário inverso também precisa ser avaliado: uma arquitetura com muitos recursos disponíveis pode não representar o melhor aproveitamento financeiro quando a empresa utiliza apenas uma pequena parte deles.


Por isso, a análise de custos deve partir de workloads reais, estimativas de crescimento e testes controlados, considerando o custo total de propriedade (Total Cost of Ownership, ou TCO).


O que considerar na escolha?


Nas duas plataformas, controles de FinOps têm impacto direto no TCO: suspensão automática de recursos ociosos, políticas que limitam o tamanho de clusters e warehouses, orçamentos e alertas de consumo, e contratos de capacidade pré-comprada. Na comparação, garanta também que as propostas incluam os mesmos componentes: no Databricks com computação clássica, a infraestrutura de nuvem é faturada à parte pelo provedor; na computação serverless, ela já está embutida no preço.


Comparativo resumido: Databricks vs Snowflake

A tabela a seguir reúne as principais características arquiteturais das plataformas, sem estabelecer uma classificação de desempenho.


Critério Databricks Snowflake
Abordagem arquitetural Plataforma de dados e IA baseada em Lakehouse Plataforma de dados nativa de nuvem, com separação entre armazenamento, processamento e serviços
Armazenamento Tabelas Delta e Iceberg em formatos abertos, na conta de nuvem do cliente Tabelas nativas gerenciadas e tabelas Apache Iceberg
Engenharia de dados Lakeflow (Connect, pipelines declarativos e Jobs), Apache Spark, SQL e Python Snowpipe, Openflow, Dynamic Tables, Streams, Tasks e Snowpark
Analytics e BI Databricks SQL, AI/BI Dashboards, Genie e integração com ferramentas externas Virtual Warehouses, SQL, Cortex Analyst e integração com ferramentas externas
Governança Unity Catalog Horizon Catalog e mecanismos de controle de acesso
Machine Learning MLflow e recursos de ML integrados à plataforma Snowflake ML e Snowpark
IA generativa Recursos de Mosaic AI e Agent Bricks Recursos de Snowflake Cortex e Snowflake Intelligence
Custos DBUs por tipo de computação; na computação clássica, infraestrutura de nuvem faturada à parte Créditos de computação, armazenamento, transferência de dados e serviços

É importante observar que ambas as plataformas continuam ampliando suas funcionalidades. Por isso, uma avaliação de arquitetura deve considerar os recursos efetivamente disponíveis na região (inclusive em regiões brasileiras, quando houver exigência de residência de dados), na nuvem e na modalidade de contratação prevista para o projeto.


Como escolher entre Databricks e Snowflake?

Uma decisão consistente começa pelo levantamento dos requisitos técnicos e de negócio.


Antes de definir a plataforma, a organização precisa compreender quais problemas deseja resolver, quais limitações existem no ambiente atual e quais novas capacidades serão necessárias.


Como ponto de partida, vale uma síntese honesta. O Databricks tende a se encaixar melhor quando há forte demanda de engenharia de dados, streaming, dados não estruturados, machine learning customizado e preferência por formatos abertos na própria conta de nuvem. O Snowflake tende a se encaixar melhor quando o centro de gravidade é SQL e BI com alta concorrência de usuários, a equipe é orientada a analytics e a prioridade é uma operação gerenciada, com pouca administração. Como a distância entre as plataformas diminui a cada ano, as competências da equipe, o ambiente atual e o TCO costumam ser os fatores decisivos.


Algumas perguntas ajudam a orientar essa avaliação.


1. Qual problema a arquitetura atual precisa resolver?

A necessidade pode estar relacionada à lentidão na atualização de relatórios, dificuldade para integrar fontes, limitações de escalabilidade, custos operacionais ou ausência de uma base adequada para iniciativas de IA.


Cada situação exige uma análise diferente.


Por exemplo, modernizar um data warehouse não envolve necessariamente os mesmos requisitos de construir uma plataforma corporativa que atenderá simultaneamente engenharia de dados, análises avançadas e machine learning.


2. Quais workloads precisam ser atendidos?

É necessário identificar se a plataforma será utilizada principalmente para consultas SQL e BI ou se também precisará atender ingestão contínua, processamento distribuído, treinamento de modelos e aplicações de IA.


Essa análise deve contemplar tanto as demandas atuais quanto aquelas previstas para os próximos ciclos de evolução tecnológica.


3. Como os dados estão organizados atualmente?

O ambiente já possui um data lake? Existem múltiplos data warehouses? As informações estão distribuídas entre diferentes nuvens, bancos relacionais, aplicações SaaS e sistemas legados?


A resposta influencia o desenho da arquitetura, o esforço de integração e a necessidade de movimentação ou reorganização dos dados.


4. Quais requisitos de governança precisam ser atendidos?

Permissões, rastreabilidade, classificação de informações, segregação de ambientes e conformidade regulatória precisam ser considerados desde o planejamento.


A arquitetura escolhida deve permitir implementar esses requisitos de maneira sustentável, sem depender exclusivamente de controles manuais.


5. Como a plataforma se integra ao restante do ecossistema?

Avalie como cada plataforma se conecta às fontes, ferramentas de BI, orquestradores, catálogos e aplicações que a empresa já utiliza, e se há conectores nativos para os sistemas críticos, como ERPs e CRMs.


Nesse ponto entra também a migração: ambientes que vêm de Teradata, Oracle, SQL Server ou de uma das duas plataformas exigem avaliar ferramentas de conversão de código, o esforço de reescrita de pipelines e o período de operação em paralelo.


6. Quais competências a equipe já possui?

Equipes com forte domínio de SQL e foco em analytics costumam ter uma curva de adoção mais curta no Snowflake. Equipes de engenharia habituadas a Python, Spark e desenvolvimento de software tendem a extrair mais valor do Databricks.


Considere também a disponibilidade de profissionais no mercado e o investimento necessário em capacitação.


7. Qual será o custo total da solução?

Além do consumo de processamento e armazenamento, a empresa deve considerar o esforço de desenvolvimento, integração, operação, manutenção e evolução da plataforma.


Um projeto-piloto com workloads reais e critérios de sucesso definidos previamente valida essas estimativas antes de ampliar o investimento.



Figura 3. Principais critérios de decisão: problema de negócio, ambiente atual, workloads, governança, integração, competências técnicas e TCO. Esses critérios conduzem à avaliação da arquitetura, e não a uma escolha automática de fornecedor.


Databricks e Snowflake podem coexistir na mesma arquitetura?

Sim. A escolha não precisa representar obrigatoriamente a substituição integral de uma plataforma pela outra.


Em muitas organizações, as duas tecnologias cumprem papéis complementares dentro da estratégia de dados.


Uma empresa pode, por exemplo, usar o Databricks para cargas de engenharia de dados e machine learning e manter workloads analíticos específicos no Snowflake.


Entretanto, essa combinação precisa ser justificada tecnicamente.


A coexistência exige avaliar como os dados serão compartilhados, quais formatos serão utilizados, onde estarão as responsabilidades de governança e quais custos adicionais poderão surgir com integrações, processamento e movimentação de informações.


Também é necessário evitar a criação de estruturas redundantes que aumentem a complexidade operacional sem atender a uma necessidade concreta.


O suporte das plataformas a formatos abertos, como Apache Iceberg e Delta Lake, a catálogos abertos, como Unity Catalog e Snowflake Open Catalog, e a mecanismos de compartilhamento de dados amplia as possibilidades de integração, mas não elimina a necessidade de planejar cuidadosamente a interoperabilidade.


Uma arquitetura com múltiplas plataformas deve existir porque resolve um requisito identificado, e não simplesmente porque a empresa deseja utilizar diferentes tecnologias.


O papel de uma consultoria especializada na escolha da arquitetura de dados

A implementação de uma plataforma de dados envolve decisões que vão além da contratação de tecnologia.


É necessário definir padrões de arquitetura, estabelecer modelos de governança, dimensionar recursos, integrar sistemas, planejar a evolução dos workloads e garantir que a solução possa ser operada de forma sustentável.


Uma consultoria especializada ajuda a transformar os requisitos da empresa em critérios técnicos de decisão.


Esse trabalho pode envolver o diagnóstico do ambiente atual, a comparação entre alternativas arquiteturais, a definição de provas de conceito, a estimativa de custos e a construção de um plano de implementação.


Com isso, a organização consegue avaliar as plataformas a partir de suas próprias necessidades, considerando os impactos técnicos, financeiros e operacionais de cada alternativa.


Conte com a Five Acts para construir a arquitetura certa para o seu negócio

Databricks e Snowflake oferecem recursos importantes para modernizar ambientes de dados, desenvolver soluções analíticas e ampliar o uso de inteligência artificial. A escolha depende de como essas capacidades se conectam aos objetivos e às necessidades de cada organização.


Na Five Acts, apoiamos de forma agnóstica empresas desde a avaliação da arquitetura até a implementação e evolução de suas soluções de dados e IA.


Nossa atuação combina conhecimento técnico, visão de negócio e experiência em engenharia de dados, governança, analytics, machine learning e cloud.


Seja para estruturar uma arquitetura Lakehouse com Databricks, avaliar o uso do Snowflake ou definir como diferentes tecnologias podem trabalhar juntas, ajudamos sua empresa a identificar o caminho mais adequado e transformá-lo em uma solução viável, escalável e preparada para crescer.


Sua empresa está avaliando uma nova plataforma de dados ou precisa modernizar a arquitetura atual? Converse com os especialistas da Five Acts e conte o que sua empresa precisa resolver. Podemos ajudar a definir os próximos passos, da estratégia à implementação.


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Referências



Escopo da plataforma Databricks - Visão geral da plataforma, arquitetura Lakehouse e workloads de dados e IA.

O que é um Data Lakehouse? - Fundamentos arquiteturais e unificação de diferentes cargas de trabalho.

O que é Delta Lake? - Formatos de armazenamento, transações e confiabilidade das tabelas.

O que é Unity Catalog? - Governança, permissões, descoberta e rastreabilidade dos ativos.

Arquiteturas de referência Databricks - Engenharia de dados, BI, streaming, Machine Learning e aplicações de IA.

Snowflake: conceitos e arquitetura - Separação entre armazenamento, computação e serviços; Virtual Warehouses, Iceberg, ingestão e processamento.

Snowpark Developer Guide - Desenvolvimento e transformação de dados com Python.

Snowflake AI and ML - Recursos de Cortex, IA generativa e Machine Learning.

Compreensão dos custos de computação - Consumo de créditos e modalidades de processamento.

Databricks: preços - Modelo de cobrança por DBUs, tipos de computação e modalidades serverless.

Snowflake: tabelas Apache Iceberg - Tabelas Iceberg gerenciadas pelo Snowflake e por catálogos externos.


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